Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Notícia
II SEMINÁRIO DISCUTE A DIVERSIDADE DA PESQUISA EM PSICOLOGIA
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“Ser pesquisador é um pouco diferente de estar na sala de aula, onde lidamos com autores como Freud e outros. Lidamos com o já conhecido. Ser pesquisador é conviver com o desconhecido e dominar ele”. Desta forma, o estudante do 8º semestre de Psicologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Carlos Vinícius Melo, define o que para ele é a dedicação à pesquisa. Juntamente com outras 120 pessoas, entre alunos da graduação, pós-graduação e professores, ele participou do II Seminário de Pesquisa em Psicologia que o Núcleo de Pós-Graduação em Psicologia da Bahiana realizou nos dias 21 e 22 de agosto.

A abertura do encontro, que aconteceu na manhã do dia 21, no Unidade Acadêmica de Brotas, contou com a presença das professoras Rosália Correia Dias, coordenadora do curso de Psicologia, Marilda Castelar, Maria Antonieta Araújo, Josineide Alves e Mirela Figueiredo Iriart. Também estiveram presentes alunos que integraram a comissão organizadora do Seminário que contou com inscrições de estudantes da Bahiana e de outras faculdades de Salvador.

Com o tema “Diversidade da Pesquisa em Psicologia”, o Seminário teve como primeira atividade da programação a teleconferência “Educação para os Direitos Humanos e as contribuições da Psicologia: destaques regionais”, transmitida de Brasília pelo Conselho Federal de Psicologia.

Sessões coordenadas
Durante os dois dias, foram realizadas dez sessões coordenadas nas quais foram apresentados 29 trabalhos de pesquisadores da graduação, pós-graduação e de professores. Segundo a professora Marilda Castelar, “o objetivo é fomentar o espírito de pesquisa para melhorar a formação e divulgar o que está sendo feito”. Ela informa que o grupo de estudo da Pós-graduação de Psicologia da Bahiana está formatando um banco de dados onde estes estudos estarão disponíveis para os pesquisadores.

Entre os trabalhos apresentados, estava o estudo “O papel do psicólogo no processo de inclusão do afrodescendente com deficiência”, de Carlos Vinícios Melo. O estudante foi recentemente contemplado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB com uma bolsa para desenvolver, durante um ano, a pesquisa “A história do psicólogo e do afrodescendente com deficiência, em Salvador”.

Há um ano integrando o grupo de pesquisa da Bahiana, Vinícius já desenvolveu o estudo “Contribuição do psicólogo na educação especial no Serviço Público para alunos afrodescendentes”. Ele explica que todos os seus estudos têm focado o duplo estigma aos quais o afrodescendente portador de necessidades especiais está submetido, na sociedade. “Dentro de sua história, a própria Psicologia contribuiu para a exclusão, estigmatizando essas pessoas”, afirma.

Com a finalidade de apoiar, de uma forma efetiva, a pesquisa em seu corpo discente, o Núcleo de Pesquisa em Psicologia da Bahiana mantém, desde 2005, o Grupo de Pesquisa “Psicologia e Promoção da Saúde”. Com cadastro no CNPq, o grupo é composto por professores, pesquisadores e alunos de iniciação científica que desenvolvem projetos e intercâmbio com outras instituições como a UFBA e a UNEB. Para esta iniciativa, o curso de Psicologia recebe bolsas da Bahiana e da Fapesb, que são destinadas aos pesquisadores.

Além da apresentação dos trabalhos, foram realizados os mini-cursos “Pesquisa Clínica Sistêmica”, “Pesquisa Qualitativa em Saúde”, “Pesquisa em Desenvolvimento Humano”, “Ética e pesquisa com seres humanos” e “Complexidade na Pesquisa em saúde Mental”.

Para a aluna do 10º semestre do curso de Psicologia da Universidade Salvador – UNIFACS, Vera Lúcia Silva Santos, “o evento foi bem organizado, com temas muito legais. Acho que estamos em um bom momento da pesquisa aqui na Bahia. Eu considero a Bahiana, a UNIFACS e a Ruy Barbosa três pólos importantes de pesquisa, aqui”.

No encerramento, os participantes fizeram sugestões e destacaram os pontos proveitosos do Seminário. Também foi realizado um sorteio de livros e periódicos específicos da área de Psicologia. “Eu não tenho dúvidas de que vamos transformar o nosso Seminário em um grande evento de pesquisa da Bahia. Tivemos aqui trabalhos de ex-alunos, alunos e professores. Vamos seguir com este projeto a toda força”, declarou a coordenadora de Psicologia, Rosália Correia Dias.